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Esquerda e direita na ecônomia: entenda os impactos 02 de agosto de 2022 - 12:27

A esfera econômica reserva grandes embates entre esquerda e direita. Assim como em outras temáticas, na economia o foco da discussão é o problema entre interesses individuais e coletivos, cujos valores de expressão máximos são a diversidade para o individualismo e a igualdade para o coletivismo, defendidos pela direita e pela esquerda, respectivamente. 

As características da esquerda são essencialmente voltadas para o coletivo: meios de produção sob o comando de coletividades (Estado, cooperativas, comunidades), acordos coletivos entre empresários e força de trabalho e impostos mais altos para financiar serviços públicos amplos e para distribuir renda.

Já as características da direita são essencialmente individualistas: meios de produção sob o comando privado (indivíduos ou empresas), acordos individuais entre empregadores e empregados e impostos mais baixos, que deixam mais recursos nas mãos dos indivíduos para eles decidirem sobre seu uso, porém com serviços públicos menos abrangentes.

Uma das simplificações mais comuns sobre direita e esquerda é que a direita defende o capitalismo, enquanto a esquerda defende o socialismo. O capitalismo seria um sistema econômico-social em que pessoas negociam sua mão de obra para donos dos meios de produção. As famosas leis de mercado – oferta e demanda – operam com pouca interferência. O capitalismo também se caracteriza pela garantia da propriedade privada dos meios de produção (assegurada pelo aparato de segurança do Estado) e pela acumulação de capital.

Já o socialismo seria um sistema em que os meios de produção são propriedade coletiva (do proletariado, ou, na maior parte dos casos, do Estado). O socialismo permitiria o fim da exploração da mão de obra presente no regime capitalista – segundo a teoria tradicional – e acabaria com o sistema de classes – burguesia e proletariado. Eventualmente conduziria ao fim do Estado e posteriormente ao comunismo.

Essa polarização não é de todo verdadeira. Um exemplo: normalmente identificada como de centro-esquerda, a social democracia não pressupõe o fim ou a superação do capitalismo, e sim sua reforma. Em vez disso, defende que o Estado deve possuir papel relevante na economia, ao prover bens e serviços públicos essenciais à população, bem como ao assumir atividades econômicas pouco rentáveis, porém socialmente relevantes. Esses serviços formariam uma rede de bem estar social. 

No Manhã da Mais a apresentadora Carol Chab conversou com o mestre em Ciência Política e professor da Uninter André Ziegman que explica os impactos da direita e esquerda.

(Foto: Canva)

Tags: Política Justiça Eleitoral do Paraná Eleições

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